Cerveja CSAC no Mondial de la Bière SP 2018

O Mondial chegou e o Cerveja CSAC foi até lá para descobrir o que é que o Mondial tem!

Mondial de la Bière SP 2018: eu estive lá!

Teve início nesse dia 17 o Mondial de la Bière em São Paulo, a primeira vez na capital paulista. E para uma primeira vez, até que eles foram bem ousados. Ocupando o pavilhão 8 do espaço São Paulo Expo (antigo Centro de Exposições Imigrantes), o evento ainda encarou um espaço externo considerável. Essa área foi destinada aos Food Trucks e ao palco de shows ao vivo.

Com cerca de 70 cervejarias e algo que passa dos 500 rótulos, o Mondial veio pra ficar. Nessa quinta, apesar de não ter lotado o evento, os corredores estavam bem cheios. Nos três dias seguintes de evento isso só deve aumentar. Ainda, esse primeiro dia foi marcado pela presença massiva dos atores do mercado cervejeiro, algo que deve ficar ofuscado pelo volume de pessoas das datas seguintes.

Para citar alguns nomes, o já famoso Luquita da cerveja, os “botequeiros” Celso e Ferreira, diversos nomes do Instagram e Facebook, Riccelli (eterno professor da galera), os criadores de cervejarias como Eisenbahn, Sessions, Marcelo Games do CASP e até o Sommelier da Depressão.

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O copo meio cheio

As cervejarias não pouparam esforços, nem investimentos. Diversas montaram belos stands, levaram camisetas, growlers, copos, canecas, bolachas, bonés, abridores, adesivos. A lista de colecionáveis é longa. Isso é uma demonstração do potencial do evento e um claro indicativo de que teremos mais dele por aqui. Comparado com o Degusta Beer de 2014, foi uma significativa melhora.

As colmeias com algumas das cervejarias menores também foram uma boa sacada. Uma expansão desse modelo para a próxima edição pode representar o crescimento do mercado e das cervejarias recém nascidas. Também foi interessante ver uma participação forte de cervejarias de outros estados, algumas que ainda não vi por aqui.

Outra excelente decisão foi colocar os carros para fora. Sem aquele ar pesado de gordura dentro do pavilhão ficou muito mais fácil apreciar as cervejas. De quebra, ainda rendeu um excelente espaço para sentar, curtir um som, comer e trocar uma ideia. Aliás, falando em som, das bandas que acompanhei, todas se mostraram excelentes. Destaque para O Bardo e o Banjo.

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O copo meio vazio

Tudo bem, é o primeiro ano e nem tudo acontece como o esperado. Flagrei várias cenas de manutenção de torneiras, calhas e suportes. Nada fora do normal, sério, era só o primeiro dia. Até o acidente que reportaram era algo imaginável e bastante provável, dado o número de barris de chope no local. São coisas que vão acontecer em qualquer evento, independente da maturidade que ele atingiu.

Mas algumas coisas são preocupantes. Vamos começar pelo mais gritante, o preço. Sim, qualquer um poderia pagar meia, caso doasse um quilo de alimento. Sim, muita gente conseguiu desconto no Groupon. Mas tiveram pessoas que pagaram o valor integral de R$ 120,00. Mesmo pagando meia, me pareceu exagerado o valor para aquilo que ele oferece.

Não é uma conta difícil. O aluguel do espaço foi pago pelas cervejarias presentes. As bandas tiveram seus cachês diluídos entre os milhares de participantes. Não havia justificativa para o preço, até porque as cervejas lá dentro eram todas pagas. A comida, então, com preços bem altos e desproporcionais ao mercado. Esse tipo de política não fortalece o mercado, apenas afasta o consumidor médio e elitiza, ainda mais, o grupo restrito que hoje consome cerveja artesanal.

Balanço

O Mondial está bem legal e vale a pena ir até lá conferir. Há opções de translado (saindo da estação Jabaquara), além do patrocínio da Cabify. Ou você pode fazer como um grupo que levou uma grávida para ser a motorista da rodada (não tô de sacanagem). Não se esqueça de levar um quilo de alimento para poder comprar mais cerveja lá dentro.

Inclusive, eu sei que essa discussão pelo preço não deve dar em nada, mas já foi bizarro o suficiente ver a Oktober paulistana custar cinco vezes mais que a versão de Blumenau, mesmo tendo os mesmos patrocinadores. Me pergunto a quem interessa inflacionar o mercado cervejeiro paulista assim.

No entanto, torço para que o evento volte sempre, com cada vez mais cervejarias e mais pavilhões cheios de apaixonados por cerveja. Talvez uma premiação, quem sabe? Não custa nada sonhar. Afinal de contas, que não faltem desculpas para beber em uma quinta e chegar tarde em casa!

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