Ser Sommelier S1D1

De burro de carga à referência de boas escolhas, começa a saga da formação de Sommelier!

Começa o curso de Sommelier!

Hoje começa Ser Sommelier, uma série de postagens contando minha experiência com o curso, curiosidades, cervejas, harmonizações e muito mais. Nesse primeiro dia, ao contrário do que se possa imaginar, foi o dia de quebrar paradigmas e escancarar a realidade para aqueles mais desprevenidos. Ainda não falamos especificamente do mercado, mas o Riccelli, nosso professor, fez questão de ressaltar algumas verdades da área.

Começando pelo começo, estou fazendo o curso no Senac Aclimação e se trata de uma grade bem robusta. São 100 horas de conteúdo, cerca de 150 rótulos, 2 visitas externas e, pelo menos, 4 participações de especialistas em diversas áreas. Também ficou claro que o Senac não deseja fugir do seu core, portanto o curso é voltado sim para a profissionalização, especialmente para áreas do comércio.

Quebrando outro mito da profissão, o Riccelli deixou claro que o Sommelier não vai ficar isento de trabalhos operacionais. Muito se engana quem pensa que são só flores, avaliando a cerveja e deixando o pesado para outros. Tudo bem, não imaginei que fosse diferente. Até pelo contato que tenho com o Lukita, nunca nutri essa imagem de ser intocável em um pedestal inalcançável que algumas pessoas pintam.

História da Cerveja

Após um longo e participativo debate sobre a profissão, que, aliás, vem de uma referência aos burros de carga de bebidas e seus cuidadores, passando por aqueles que provavam o primeiro copo de um barril enviado de presente para certificar que a bebida não estava envenenada (e morrendo no processo, muitas vezes), partimos para o primeiro módulo de fato, a história da cerveja.

É muito interessante ouvir de outras fontes algo que já me é familiar. Até por conta das diversas fontes existentes e utilizadas, vários tópicos que me eram rasos foram aprofundados, assim como diversas curiosidades, até então, desconhecidas foram apresentadas. Bastante enriquecedor! Lógico, alguns pontos eu trataria (e trato) um pouco diferente, como o isolamento das leveduras financiadas por Carlsberg. Durante a aula nada foi citado, mas a importância dos estudos de Pasteur foram destacados. Em suma, nenhum conhecimento ficou pra trás.

A título de curiosidade, você já deve estar familiarizado com a Lei Seca americana, responsável, inclusive, por alterar o paladar do americano médio e destruindo a indústria cervejeira local daquela época. Pois bem, antes dela tivemos dois eventos igualmente importantes para a construção do mercado cervejeiro de hoje, o Beer Act na Inglaterra e a Lei de proibição de destilados na Bélgica, ainda no século XIX.

Degustações

Como a ideia era quebrar paradigmas, uma espécie de brincadeira onde fizemos 8 degustações às cegas e deveríamos acertar a marca de cada uma. Eram apenas cervejas comerciais de grande circulação no Brasil e as marcas mais “alternativas” (Colônia, Glacial, Krill, Bavária, Samba e afins) ficaram de fora. Eis a minha resposta:

Começando certo, errando quase tudo!

Sim, meu único acerto foi a Crystal, aquela beleza. Não sei se isso é positivo ou negativo, mas a experiência foi bem divertida. Mas não se sinta mal por mim, ainda fiquei dentro do grupo que acertou alguma coisa! Quem acertou mais respostas conseguiu nomear 3 das cervejas. E a ideia era essa mesmo, mostrar que, muitas vezes, somos incapazes de diferenciar Standard Lagers (e o surgimento delas tem esse propósito mesmo) e acabamos optando pela marca.

Total de degustações: 8