Ser Sommelier S3D2 – Boas práticas

Em uma aula com uma tônica diferente, um pouco sobre as boas práticas da atuação de um Sommelier!

Oitava aula, oito degustações!

Essa foi uma aula bem diferente das demais que tivemos até agora. Não havia slides, mas não deveria ter mesmo. Um longo bate-papo e alguns vídeos trouxeram o que já deveria ser comum, mas, muitas vezes, não é. Começando pela análise sensorial. Imagine que o seu intuito é promover aquela cerveja, com frequência para alguém que não tem tanto conhecimento na área. A simples descrição de uma nota ou sensação pode ser a diferença entre a venda e o afastamento.

Por exemplo, é mais confortável ouvir notas de grama fresca ou notas terrosas (que, dependendo do ouvinte, podem remeter a lama, terra)? É comum o profissional não se posicionar como cliente e despejar um balde de informações que, ao contrário do objetivo dele, afasta o interessado. Parece óbvio, mas é importante permanecer se lembrando disso. Assim como o consumo, outro assunto que pode escapar ao Sommelier.

Não há escapatória, faz parte da rotina de trabalho o consumo de cerveja. Isso não significa que o bom Sommelier sempre tem um copo na mão. O que parece óbvio e ululante muitas vezes nos escapa, gera situações constrangedoras e mancha uma carreira, inclusive de forma permanente. O trabalho deve, precisa ser, diferente do lazer. Uma postura profissional e uma atitude de auto-controle são fundamentais.

Mais da escola inglesa

A abertura de um cask envolve uma técnica bem diferente do engate de barris de chopp. Se você ainda optar por um sistema de bombeamento, a dificuldade aumenta um bocado. Mas também não é um mostro imbatível. É realmente uma pena termos raros casks em utilização no Brasil. É um tipo de vasilhame que poderia promover o consumo de cerveja em casa de maneira mais segura e prática que o chopp.

Tivemos um vídeo muito interessante sobre o vínculo que os ingleses tem com a cerveja. Um senso de compromisso, de paixão, de tradição e orgulho. Seja em cervejarias seculares ou recém lançadas, seja uma produção gigantesca ou (quase que) caseira, o inglês faz questão de realçar as qualidades da boa cerveja local. Esse relacionamento com o produto inglês reforça o que é pregado pela CAMRA e fortalece o mercado local.

Degustações

Na oitava aula do curso, oito degustações da escola inglesa. Abrimos com uma English Pale Ale e seguimos com uma Porter, Irish Dry Stout, Irish Dry Stout (sim, de novo, mas diferente), Strong Bitter, Foreing Extra Stout, Old Ale e Baltic(ish) Porter. A ideia de colocar duas Irish Dry Stouts seguidas era apresentar as diferenças entre produtos feitos para exportação e para o mercado interno. E a Baltic Porter não era exatamente Baltic, por uma questão de processo, porém trazia toda a análise sensorial que uma Baltic deve ter.

Uma sequência matadora de degustações!

É muito legal observar a evolução do grupo (e fazer parte dela) quando o assunto é avaliação. A rotina envolve ir à frente e fazer sua análise, um aluno por amostra. Como já somos diferentes daqueles que começaram o curso! Não só pelo alto grau de acerto, ou pelas correções em conjunto, mas também pelo aumento da percepção da complexidade que uma cerveja pode ter. E é só a terceira semana!

Total de degustações: 53