Ser Sommelier S4D3 – Glassware

Antes, o serviço no conjunto. Agora, o serviço no copo!

Fechando a escola belga, uma seleção de peso!

Parece que foi ontem, mas já passamos da metade do curso! Fechamos a terceira escola nas degustações e acrescentamos mais um tema na lista. Nessa aula foi debatido o tema glassware, ou serviço de copo. Uma introdução havia sido feita na aula anterior comentando, por exemplo, temperatura de serviço dos estilos. Em linhas gerais, quanto mais informação a cerveja tiver, maior sua temperatura de serviço. Em breve publicarei uma relação mais detalhada.

Dessa vez, partimos para uma análise dos copos, tanto para seu uso adequado, quanto para entender suas propriedades. Peguemos a taça Lager como exemplo. Uma taça estreita, fina e com haste, onde a ideia é concentrar seus aromas na pequena área de contato na superfície do líquido, privilegiar a aparência e a carbonatação da cerveja e manter o calor das mãos distante do líquido. Não, não é uma tulipa.

Taças bojudas para favorecer a volatização de aromas, estreitamentos na região central do copo para prover a manutenção da espuma, topo fechado para reter notas alcoólicas. Cada recipiente tem um motivo onde o objetivo é valorizar a cerveja. Nem sempre a cervejaria escolhe o melhor desenho, mas, ao estampar sua logo no copo, valoriza a marca e o produto. E não confunda tulipa, snifter, cálice e teku, por favor.

Viralizou: Gringopour e Brazilianpour

Uma brincadeira, que virou desafio, que virou moda, que viralizou. A prática de servir uma cerveja completamente sem espuma, até a boca do copo e sem carbonatação aparente passou a dominar as redes sociais dos entusiastas da cerveja. Este é o #gringopour e muitas cervejarias embarcaram na onda para utilizar o jogo como ferramenta de marketing dos seus rótulos, principalmente de estilos New England IPA (ou Juicy or Hazy IPA, classificação oficial).

Já a versão #brazilianpour busca o inverso, ter o máximo de espuma no copo, com apenas uma pequena faixa de cerveja no fundo. Nessa brincadeira, brasileiros e gringos se divertem, tiram sarro uns dos outros e consomem produtos muito diferentes daqueles planejados e fabricados pelas cervejarias. Isso porque o serviço realizado de maneira incorreta propicia a perda de notas, prejudica as impressões de corpo, carbonatação e sensação na boca e afeta a avaliação visual.

Eu entendo perfeitamente a brincadeira e o marketing dessas práticas. Afinal, faz todo sentido, a cerveja sempre foi uma bebida socializante, integradora e divertida. Mas eu não entendo quem faz esse tipo de coisa e considera um bom serviço. É como (colocar o feijão por baixo do arroz) (colocar a colher molhada no pote de achocolatado) (comer pipoca com vinagre) não sei descrever. Mas é evidente que o único prejudicado com isso é quem vai consumir aquele produto.

Degustação

Fechamos a escola belga! Agora já foram 3! E fechamos essa com chave de ouro, ou melhor, de malte. Abrindo a degustação, tivemos uma Trippel, seguida por uma Belgian IPA, Oud Bruim, Red Ale de Flandres (com blend de Oud Bruin, por sinal), Bière de Garde, Quadruppel e fechamos com uma excelente Quadruppel Wood Aged (Oak Aged, para ser mais exato). Essa última fiz questão de ir à frente para avaliar.

ESSA CERVEJA!

Bom, é um estilo que me agrada muito. Se com as Sours, Lambics e Bières de Garde tenho muita dificuldade (e são estilos que preciso estudar mais), com as Braleywines, Quadruppels, Old Ales, Strong Ales e afins me sinto mais a vontade. E que cerveja foi essa, sério! Uma complexidade fenomenal, aromas e sabores muito bem encaixados, corpo e sensação alcoólica como destaques. Uma puta cerveja. O desafio dela é criar uma harmonização à altura.

Total de degustações: 81

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