Ser Sommelier S5D1 – Goose Island Brewhouse

Na primeira aula externa do curso, uma visita à Goose Island Brewhouse!

Aula externa na Goose Island Brewhouse!

Não perca a conta, já estamos na quinta semana do curso de Sommelier! Dessa vez, a aula foi externa. Fomos ao Goose Island Brewhouse para conhecer o funcionamento de um brewpub e, claro, provar todas aquelas cervejas que só estão disponíveis lá. E olha que são várias, já que a ideia é manter 5 receitas fixas e brincar a vontade com muitas outras. A rotatividade é tanta que toda semana tem cerveja nova fabricada lá engatada no tap.

Brewpub é uma opção bastante interessante de negócios. Em um só espaço, você casa fabricação, venda e consumo, tornando a fábrica um atrativo aos curiosos e oferecendo produtos sempre frescos. Há limitações para o seu funcionamento, como, por exemplo, nenhuma cerveja fabricada ali pode ser vendida em garrafa, latas ou afins. Com exceção de Growlers, todo consumo é realizado ali.

Mas o legal é que ele vai além da cervejaria cigana, uma vez que tem registro no MAPA (Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para fabricação de cerveja, sem ter os custos de uma cervejaria maior. É um meio termo viável e atrativo. No caso do Goose Island Brewhouse, além das fabricações próprias, você pode encontrar algumas receitas de alunos em formação de técnico cervejeiro.

A Goose Island Brewhouse

Começando pelo começo, a marca Goose Island surgiu em 1988, em Chicago, às margens do lago Michigan. Inclusive, existe uma ilha no lago onde a movimentação de grãos atraia muitos gansos. Daí o nome, Goose Island. Apreciadores da escola inglesa, os fundadores resolveram começar suas atividades como um brewpub. Ano a ano, os negócios foram crescendo e, em 2009, o anseio de expandir a marca nacionalmente foi respondido pela compra da marca pelo (então) grupo Budweiser, hoje AB InBev.

A casa brasileira começou suas atividade em janeiro de 2016 com uma estrutura já um pouco diferente de outros brewpubs nacionais. Em especial, o uso de 4 tinas na etapa quente da fabricação, quando a maioria utiliza apenas 2. Na Goose Island, mostura é feita em uma tina, filtração em outra, fervura e, finalmente, o whirpool tem uma panela dedicada para ele. Um chiller de placas encerra o processo quente e a sequência é dada em um de seus vários tanques de 1000 litros.

Ao todo, a produção gira em torno de 12 a 15 mil litros por mês, entre fixas e sazonais. E, por sazonais, entenda receitas únicas, como uma que levava arroz, feijão, farofa e só não teve couve porque ia entupir o filtro. Aliás, vale o comentário, eles utilizam água da rede (no caso, Sabesp) retratada internamente, para remover cloro, flúor e outros químicos. Depois ajustam a água de acordo com a receita.

Degustação

Bom, em uma noite com muitas opções, fizemos uma estratégia que permitiu provar todos (ou quase) os rótulos disponíveis. Nessa brincadeira rolou Session IPA, English IPA, Sour IPA, Red Lager, Brown Ale, American Wheat, American Pale Ale, English Bitter, German Pils e Dry Stout. Para mim, as cervejas que mais agradaram foram a Session IPA (extremamente aromática) e a Dry Stout (parecia mesmo que a gente tava tomando Mocaccino, sensacional). Ah, e rolou isso aqui:

Régua de degustação de Wee Heavy

É uma pena que você seja obrigado a pedir a régua sempre, não há como consumir as cervejas separadamente. Em três copos, são apresentadas a cerveja base (Wee Heavy), um blend de envelhecimentos em barris de grápia e carvalho francês e um segundo blend com barris de amburana, cabreúva e carvalho americano. Fecha a régua uma dose da cachaça Yaguara, colaborativa no projeto. Em resumo, uma experiência sensacional. Só faltou o pão do Manu!

Total de degustações: 94