Ser Sommelier S7D2 – Drinks com cerveja

Para aliviar a tensão pós prova, nada melhor do que drinks! Mas com cerveja, por favor!

Um dos drinks servidos na aula foi o Negroni com Kriek Bier. Ficou sensacional!

Mas antes de falar sobre os drinks, precisamos fechar o assunto anterior, a prova! Bom, primeiro, fiquei feliz comigo mesmo. Esperava uma nota próximo a 7,2 e recebi um sólido 7,6, com direito a duas análises plenas (a 1 e a 6, e digo que se eu tivesse errado a Barleywine, não teria me perdoado) e duas análises onde a descrição foi muito boa (Uhul!), mas o estilo ficou somente próximo (Fock!). Em outros tempos, essa nota me colocaria entre as maiores da sala.

Mas não nessa turma, onde fiquei, no máximo, no meio. A começar pelo Roberto, que tirou um estrondoso e retumbante 9,3 (sendo a nota mais alta já vista pelo Riccelli), com direito a 4 análises perfeitas. Ele ainda demonstrou a importância do debate da análise sensorial, já que o Marcelo e o Luiz não ficaram muito atrás. A “Galera do Fundão” demonstrou propósito em suas calorosas discussões durante as degustações das aulas anteriores.

Faço, ainda, duas menções honrosas. A primeira para o Iran. Se ele tivesse confiado na sua análise preliminar, sua nota seria cerca de 2 pontos maior. A segunda para o Wilson. Vindo do mundo do vinho e se considerando um leigo no mundo da cerveja, foi capaz, em apenas 6 semanas, de descrever e acertar o estilo de 2 amostras, além das análises das outras 4. Esse fato, por si só, já me é prova de que o curso cumpriu seu papel.

As cervejas da prova na sequência que foram servidas!

Hora da Mixologia

Desde que eu comecei a ver no Pinterest drinks com cerveja, tive curiosidade sobre o tema. O problema é que nunca fui muito próximo a drinks em geral, então não conheço nomes, medidas ou ingredientes. Mas a ideia de tirar a cerveja do lugar comum e usa-la em algo tradicionalmente distante dos fermentados era muito interessante. Por isso, quando o Riccelli trouxe o tema para a sala, fiquei animado.

Foram apenas 3 drinks (por mim, poderiam ter sido uns 10), mas que mostraram como a cerveja bem encaixada pode transformar um clássico em algo diferente. Começamos com o Negroni (que leva Gin, Vermute e Campari) com adição de Kriek Bier. A diferença é impressionante. Particularmente, a versão com cerveja tem uma drinkability maior do que a versão tradicional. A segunda experiência envolvia uma tradicional Gin Tônica com adição de uma Sour IPA. Espetacular.

Na terceira, uma belíssima invenção, Aperol Spirits (substituindo água com gás por tônica) com Berliner Weiss. A foto não faz jus à beleza do drink, sério. Mais um exemplar com excelente drinkability, refrescância e sabor. Pra fechar a noite, ainda provamos um destilado que usa como base a cerveja Broadside, o Spirit of Broadside. O lúpulo ficou em último plano, mas as notas do malte se mostraram em harmonia com o envelhecimento em barril de bourbon. Pena que são poucas as garrafas ainda disponíveis no país.

O degradê formado deixou tudo ainda mais bonito!

Total de degustações: 135 | Eu sei, foram 6 na prova, mas 3 delas foram repetidas. Daquelas utilizadas nos drinks, poderia até incluir a Kriek Boon, mas não chegamos a analisar uma amostra dela, então fica como bônus!