Carlsberg, da Dinamarca para o mundo

A Carlsberg não é só uma das marcas mais consumidas do mundo, mas também responsável por uma das revoluções mais importantes do meio cervejeiro!

Você deve conhecer a marca Carlsberg pela sua cerveja Pilsner, carro chefe da companhia, pelos patrocínios no mundo dos esportes, principalmente times de futebol, e pelo seu nome escrito em uma fonte muito peculiar e chamativa. Mas você deveria conhecer a Carlsberg pela sua contribuição na ciência, como a primeira a isolar uma espécie de levedura cervejeira!

Uma marca, uma cerveja, uma levedura. A Carlsberg é isso e muito mais!
Uma marca, uma cerveja, uma levedura. A Carlsberg é isso e muito mais!

A história da Carlsberg tem início no século XIX com a família Jacobsen e suas gerações de cervejeiros. Ainda naquele século, a companhia começou a exportar sua Lager e a ganhar prêmios ao redor do mundo. Teve tempo, inclusive, de criar uma fundação e construir um laboratório para pesquisas cervejeiras. Foi nesse laboratório que, em 1883, Dr Emil Hansen isolou e propagou a Saccharomyces Carlsbergensis, espécie de levedura responsável pela transformação de mosto em cerveja com qualidade.

Cabe aqui uma rápida explicação, existem milhões de espécies de leveduras e todas elas fermentam elementos orgânicos, mas a gigantesca maioria o faz de maneira não apreciável, por vezes até prejudicial para a saúde. São poucas as espécies que fermentam o mosto em cerveja!

Pois bem, a levedura foi distribuída pelo mundo, a metodologia de isolamento foi amplamente difundida e assim se iniciou a mais recente revolução no mundo cervejeiro, o estudo e isolamento de leveduras variadas, capazes de liberar não só álcool e gás carbônico, mas diversos outros elementos que serão sentidos na degustação.

Para acompanhar uma cerveja tão importante na história cervejeira, falaremos sobre o circo, uma arte que foi marginalizada e que hoje é reinventada na mão de mestres da interpretação e da habilidade, como nossos convidados Bruno e Dani! Circo e Carlsberg tem mais do que o “C” em comum. Ambos são conhecidos pelo que mostram, mas não pelo que representam.