Blumenau Oktoberfest 2014, nós estivemos lá

Há poucas coisas que um apreciador de cerveja precisa fazer pelo menos uma vez e a Oktoberfest está entre elas! Nós estivemos lá!

Se você não sabe, precisa saber: a versão de Blumenau da Oktoberfest é uma das maiores do mundo, registrando, em alguns anos, público inferior apenas à versão da “mãe” de todas as Oktobers, a de Munique! E nós estivemos lá! Não sozinhos, nem desacompanhados, mas com a família toda!

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Os números desse ano da festa apontam cerca de 460 mil visitantes ao longo dos 19 dias de festa. Esse ano, a organização do evento optou por abrir a Vila Germânica todos os dias para o almoço, não fechando nenhum deles antes da meia noite. Foram 49 atrações musicais distribuídos em 4 palcos, além de apresentações nos restaurantes da Vila. Comida típica alemã, para os apaixonados, e comidas tradicionais brasileiras, para os apreensivos. Isso sem falar na cerveja!

Essa edição teve como principal patrocinador a AmBev, representada pela Brahma, mas contou com estandes das cervejarias da região e com lojas de cervejas especiais, estas com um bom número de garrafas e de taps. Se você acompanhou os perfis do Untappd, deve ter visto o check in de diversos rótulos!

Destaque para os taps da Eisenbahn, todos de excelente qualidade, para a Vienna da Bierland, muito bem construída, para a IPA da Schornstein e para a Oktober da Brooklyn! Os preços variavam bastante, com os mais baratos a R$ 7,00, chegando a R$ 14,00, válidos apenas para os taps. Já as garrafas variavam bem mais. O que surpreendeu foi o valor bastante alto do (já famoso) kit da Eisenbahn do concurso Mestre Cervejeiro, mas nada que ofuscasse a festa.

A Festa

É possível dividir a festa em dois momentos diferentes: a tradição, voltada para o público que vai em família ou que busca mais sossego, e a balada, voltada para quem quer “baladear”. Até as 23 horas, o perfil é mais tradição que balada, mas após esse horário a balada ganha força. Por um lado, a festa abrange todos os interesses, proporcionando momentos interessantes para todos os perfis de visitantes. Por outro, a festa acaba sendo um pouco descaracterizada nos momentos de balada, com músicas mais populares, trajes rareados e pouco foco na tradição.

A organização e aqueles que trabalharam no evento surpreendem pela disposição. Com a Vila Germânica abrindo ao meio dia, todos os dias, chegando a ficar aberto até as 5 da manhã. As lojas abusam dos preços, aproveitando a voracidade do público. Já as comidas, mesmo inflacionadas pelo evento, ainda são condizentes com valores de metrópoles como São Paulo e Rio, com a vantagem de ter pratos típicos.

Destaque para o X-Alemão e para a incrível variedade de mesclas de pratos alemães e brasileiros, sempre bem servidos e de qualidade. Tudo pensado para que o visitante não precise sair da festa para nada.

A Cidade

Blumenau não é feita só de Oktoberfest, mas assumiu o posto de capital brasileira da cerveja. O espaço da festa, a Vila Germânica, abriga ainda outros diversos eventos cervejeiros, como o Festival Brasileiro da Cerveja, referência no setor das cervejas artesanais. Fora da Vila, ainda temos as fábricas, os roteiros e um museu dedicado a essa cultura milenar.

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O museu em si é uma parada obrigatória para os amantes da cerveja. Além dos objetos, o museu apresenta um vídeo com a história das cervejarias do Vale do Itajaí. Muito interessante e uma aula para os novos cervejeiros. O local ainda guarda uma bela coleção de canecas e latinhas, alguns itens para captura de fotos temáticas e um jardim que termina em um antigo biergarten, hoje desativado.

A própria arquitetura da cidade é muito interessante, com a forte influência alemã nos estilos de casas, ruas e praças. Diversas pontes cruzam o rio dando à cidade um ar ainda mais interiorano. Quem já esteve na região de Munique irá encontrar muitas semelhanças entre Blumenau e a Baviera.

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Bierland

Verdade seja dita, tentamos visitar 3 cervejarias, mas apena a Bierland estava aberta. Mas isso foi ótimo! A fábrica é muito interessante, a visitação é conduzida pelo Sommelier da cervejaria e eles levam você para dentro da produção. Entre tanques, tinas e mangueiras, o condutor do passeio dá uma breve explicação sobre a produção de cerveja, da moagem ao envase.

É interessante que o aproveitamento dos resíduos da cervejaria é bastante alto. O malte moído vai para fazendas de gado, assim como o excesso de levedura. A água de resfriamento do mosto alimenta a tina da próxima mostura. Até a terra diatomácea, usada na filtração final da cerveja, é reutilizada algumas vezes.

Ao todo, a cervejaria produz 120.000 litros por mês, ou 1.200 hectolitros/mês. É uma microcervejaria com uma produção elevada! Nos últimos anos, cerca de 45% da produção é engarrafada e o restante alimenta os barris de chopp. Apenas nos meses de setembro e outubro abre-se uma exceção. Toda a produção destes meses é destinada a barris de chopp para suprir a demanda da Oktoberfest, e sem sobras, segundo o Sommelier!

No final, o bar da cervejaria vende as cervejas para consumo no local em um ambiente bem decorado e atraente. As visitas podem ser agendadas diretamente com o pessoal da Bierland e são gratuitas. Reserve um tempo para bater um papo com o pessoal da cervejaria!

Família CCSAC na Oktoberfest

E foi muito bom viajar em família para a festa! Entre risadas e cervejas, entre deslocamentos e comidas, todos aproveitaram o que a festa tinha de melhor! Quando você for, faça o mesmo. Reúna uma turma e vá. Esse é um evento para ser compartilhado e aproveitado em grupo!

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